Mbappé volta aos treinos da França sem sustos; zagueiros fazem trabalho à parte antes da semifinal com a Espanha
Nos treinos da França para a semifinal da Copa do Mundo de 2026, a principal notícia deste sábado (11) foi positiva: Kylian Mbappé trabalhou normalmente com o restante do elenco na atividade realizada na Universidade de Bentley, em Boston. O alívio chega dias depois de o atacante preocupar a comissão técnica ao deixar o campo com gelo no pé direito na vitória sobre o Marrocos, nas quartas de final. Já a defesa francesa vive um momento de atenção, já que Dayot Upamecano e William Saliba não participaram do treino coletivo e fizeram atividades separadas.
A França enfrenta a Espanha na terça-feira (14), em Dallas, em busca de vaga na final da Copa do Mundo de 2026.
O que está em jogo antes do duelo com a Espanha
A França chega à semifinal como uma das favoritas ao título e sonha com o tricampeonato mundial, depois de ter conquistado a taça em 1998 e 2018. A equipe de Didier Deschamps não perde o rumo desde a fase de grupos: liderou a chave após superar Noruega, Senegal e Iraque, goleou a Suécia por 3 a 0, venceu o Paraguai por 1 a 0 nas oitavas e eliminou o Marrocos por 2 a 0 nas quartas.
Do outro lado, a Espanha tenta chegar à segunda final de sua história, depois do título conquistado em 2010. A equipe de Luis de la Fuente começou o torneio com um tropeço diante de Cabo Verde, mas se recuperou ao vencer Uruguai e Arábia Saudita. No mata-mata, goleou a Áustria por 3 a 0, derrotou Portugal por 1 a 0 nas oitavas e superou a Bélgica por 2 a 1 nas quartas.
Mbappé volta ao gramado sem sustos
O susto com Mbappé aconteceu a cerca de 20 minutos do fim do confronto com o Marrocos, quando o atacante ficou caído no gramado e recebeu atendimento médico com uma bolsa de gelo no pé direito. Apesar da preocupação momentânea, o camisa 10 tranquilizou a comissão técnica logo após a partida, comemorando a classificação ao lado da torcida francesa.
Segundo o jornal francês L’Équipe, Mbappé deve seguir à disposição de Deschamps e é tido como favorito para começar entre os titulares diante da Espanha. O elenco havia recebido folga na sexta-feira (10) e retomou as atividades neste sábado, já de olho no confronto de terça.
Zagueiros fazem trabalho à parte

A dupla de zaga Dayot Upamecano e William Saliba, titular na vitória sobre o Marrocos, não participou do treino coletivo deste sábado. Saliba lida com um desconforto nas costas que o acompanha ao longo do torneio e já havia sido poupado no último jogo da fase de grupos, contra a Noruega. Sobre a ausência de Upamecano, a comissão técnica francesa não divulgou explicação.
A situação exige atenção porque os dois zagueiros são peças-chave na solidez defensiva da seleção: a França sofreu apenas dois gols em seis jogos disputados até aqui na Copa, um a mais do que a própria Espanha. Por outro lado, há uma notícia melhor no meio-campo: Aurélien Tchouaméni, desfalque nos últimos jogos por causa de um problema no adutor, está recuperado e a expectativa é de que esteja 100% à disposição para a semifinal.
A delegação francesa embarca neste domingo (12) para Dallas, cidade que recebe o confronto, em viagem com duração prevista de cerca de quatro horas. A antecipação do deslocamento foi uma escolha da comissão técnica para evitar desgaste extra na véspera das atividades oficiais da Fifa.
Análise: uma final antecipada entre estilos opostos
Na nossa leitura, o duelo entre França e Espanha tem tudo para ser decidido no equilíbrio entre dois modelos bem diferentes de jogar. A Espanha construiu a campanha em cima da posse de bola e da qualidade individual no último terço, puxada por Pedri, Rodri e Lamine Yamal, um dos jogadores mais desequilibrantes do torneio pelo lado direito do ataque.
Já a França aposta na solidez defensiva somada à velocidade em transição. Com Mbappé, Dembélé e Doué acionados em espaços curtos, a equipe de Deschamps tende a abrir mão de parte da posse de bola para explorar contra-ataques rápidos, um estilo que já derrubou adversários fortes em Copas anteriores.
Um ponto que pode pesar bastante é justamente a dúvida na zaga francesa. Caso Upamecano e Saliba não cheguem em plenas condições, a France perderia parte da capacidade de jogar em linha alta, o que abriria mais espaço para as movimentações de Yamal e Dani Olmo entre as linhas — exatamente o tipo de xadrez que costuma decidir semifinais de Copa do Mundo.
Destaques individuais
Kylian Mbappé chega à semifinal como artilheiro da edição ao lado de Lionel Messi, confirmando a boa fase mesmo após o susto físico contra o Marrocos.
Do lado espanhol, o goleiro Unai Simón é outro nome em evidência: o arqueiro atingiu 650 minutos consecutivos sem sofrer gols somando as Copas de 2022 e 2026, superando a marca histórica do italiano Walter Zenga, que resistia desde o Mundial de 1990.
No meio-campo francês, o retorno de Tchouaméni às condições ideais de jogo é tratado como reforço importante para dar mais equilíbrio à equipe diante do setor mais criativo da Espanha.
Curiosidades da semifinal
Como é tradição em Copas do Mundo, a bola usada a partir das semifinais é diferente da que circulou no restante do torneio. Segundo apuração do GE, o novo modelo, que já foi utilizado no treino da França neste sábado, traz desenhos dourados e referências às cidades-sede e aos três países que recebem a edição de 2026: Estados Unidos, Canadá e México.
Outra curiosidade é o retrospecto raro entre as seleções em Copas do Mundo: França e Espanha só se enfrentaram uma vez na competição, nas oitavas de final de 2006, quando os franceses venceram por 3 a 1 de virada e seguiram até a final daquele ano.
Já na Eurocopa, o histórico é mais recheado: a França venceu a decisão de 1984 por 2 a 0, em Paris, conquistando seu primeiro título continental, e eliminou a Espanha nas quartas de final da Euro 2000, torneio em que os franceses terminaram campeões.
Estatísticas do confronto
O retrospecto geral entre as seleções favorece a Espanha: em 38 jogos disputados ao longo da história, foram 18 vitórias espanholas, 13 francesas e sete empates. Os espanhóis também levam vantagem no saldo de gols marcados, com 71 contra 44 dos franceses.
Na campanha da Copa de 2026, a França soma seis jogos, com apenas dois gols sofridos até as quartas de final. A Espanha, apesar do tropeço na estreia diante de Cabo Verde, chega embalada por três vitórias seguidas no mata-mata, incluindo o triunfo sobre a Bélgica que garantiu a vaga na semifinal.
Perguntas frequentes
Quando é o jogo entre França e Espanha na semifinal da Copa do Mundo 2026? A partida acontece na terça-feira, dia 14 de julho, em Dallas, nos Estados Unidos.
Mbappé vai jogar a semifinal contra a Espanha? A tendência é que sim. O atacante treinou normalmente neste sábado e, segundo o L’Équipe, deve seguir entre os titulares escalados por Deschamps.
Upamecano e Saliba estão confirmados para o jogo? Ainda não. Os dois zagueiros fizeram trabalho separado no treino de sábado e a situação segue sendo acompanhada pela comissão técnica francesa até a véspera da partida.
Qual é o retrospecto entre França e Espanha? Em 38 confrontos ao longo da história, a Espanha venceu 18 vezes, a França 13, com sete empates. As duas seleções só se cruzaram uma vez em Copas do Mundo, em 2006, com vitória francesa.
Conclusão
A semifinal de terça-feira em Dallas reúne duas seleções tradicionais em um momento de forma parecido: França e Espanha chegam invictas no mata-mata e com ataques decisivos, mas carregam dúvidas específicas até o apito inicial. Para a França, o alívio com Mbappé contrasta com a incerteza na zaga; para quem acompanha a Copa do Mundo de 2026, os próximos treinos até terça-feira devem definir não só as escalações, mas também o equilíbrio de um confronto que promete ficar entre os mais disputados da competição.
Fontes: Bolavip Brasil, Lance!, Olympics.com, CNN Brasil e Reuters (via Terra).
