Alan Shearer critica disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo: “É um jogo sem sentido”
A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo voltou a ser alvo de críticas às vésperas do confronto entre Inglaterra e França, marcado para este sábado. O ex-atacante Alan Shearer, maior artilheiro da história da seleção inglesa e atualmente comentarista esportivo, afirmou que a partida perdeu o sentido no futebol moderno e defendeu que a FIFA retire o duelo do calendário das próximas edições do torneio.
Segundo Shearer, a partida reúne duas seleções que ainda tentam superar a frustração da eliminação nas semifinais e oferece pouco incentivo esportivo. Para o ex-jogador, o foco das equipes costuma estar no encerramento da competição e na preservação física dos atletas, especialmente após uma sequência intensa de jogos.
A declaração reacende um debate recorrente durante as Copas do Mundo. Enquanto alguns defendem a manutenção da disputa pelo valor histórico e pela possibilidade de encerrar a campanha com uma vitória, outros consideram que o confronto tem pouca relevância competitiva e poderia ser extinto sem prejuízo para o torneio.
O que Alan Shearer disse
Em entrevista ao Daily Mail, Alan Shearer voltou a criticar a disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Para o ex-atacante da seleção inglesa, o confronto perdeu a relevância esportiva e não faz sentido dentro do calendário do torneio.
Shearer argumentou que é contraditório a FIFA defender a preservação física dos atletas e, ao mesmo tempo, manter uma partida entre duas seleções já eliminadas. Segundo ele, obrigar jogadores a viajar e atuar em condições de calor intenso, com temperaturas próximas dos 38 °C, apenas aumenta o desgaste em um momento em que muitos já acumulam uma sequência de jogos.
Na avaliação do ex-jogador, Inglaterra e França deveriam encerrar suas participações logo após as semifinais, permitindo que atletas e comissões técnicas retornassem aos seus países. Shearer também sugeriu que a principal razão para a manutenção da disputa pelo terceiro lugar é o retorno financeiro gerado pelo evento, e não seu valor esportivo.
As declarações repercutiram na imprensa europeia e reacenderam o debate sobre o futuro da disputa pelo terceiro lugar nas próximas edições da Copa do Mundo.
Por que existe a disputa pelo terceiro lugar?
A disputa pelo terceiro lugar faz parte da história da Copa do Mundo desde a edição de 1934, realizada na Itália. Desde então, a partida passou a integrar quase todas as edições do torneio, reunindo as seleções derrotadas nas semifinais para definir quem encerra a competição na terceira colocação.
A FIFA considera o confronto importante para estabelecer a classificação final das equipes, além de registrar estatísticas oficiais e distribuir premiações de acordo com a posição alcançada por cada seleção.
Apesar disso, o jogo é frequentemente alvo de debates. Críticos argumentam que, após a eliminação na semifinal, a motivação das equipes costuma ser menor, o que reduz o peso esportivo da partida. Também há quem defenda que o duelo permanece no calendário pelo interesse comercial, já que representa mais um evento capaz de atrair audiência, patrocinadores e receitas para a competição.
Argumentos contra a disputa pelo terceiro lugar

As críticas de Alan Shearer refletem um debate antigo no futebol. Entre os principais argumentos de quem defende o fim da disputa pelo terceiro lugar está o desgaste físico e emocional enfrentado pelas seleções eliminadas nas semifinais.
Após perder a chance de disputar a final, muitos jogadores precisam lidar com a frustração em um curto espaço de tempo antes de voltar a campo. Para os críticos, isso reduz o nível de competitividade da partida e aumenta o risco de lesões em uma fase da temporada em que diversos atletas já acumulam uma sequência intensa de jogos.
Outro ponto frequentemente citado é o calendário apertado e as condições climáticas. Em sedes com temperaturas elevadas, como Miami, a realização de uma partida sem impacto na disputa pelo título levanta questionamentos sobre a necessidade de expor os atletas a um desgaste adicional.
Diante desse cenário, especialistas, ex-jogadores e parte da imprensa esportiva defendem que a FIFA reavalie a permanência da disputa pelo terceiro lugar nas próximas edições da Copa do Mundo.
Argumentos a favor da disputa pelo terceiro lugar
Apesar das críticas, a disputa pelo terceiro lugar também tem defensores. Para muitas seleções, terminar a Copa do Mundo na terceira colocação representa um resultado histórico, especialmente para países que raramente chegam às fases decisivas do torneio.
O confronto também oferece um objetivo esportivo concreto: definir oficialmente o terceiro e o quarto colocados da competição. Além do reconhecimento esportivo, a posição final influencia a premiação distribuída pela FIFA, tornando a partida relevante para as federações nacionais.
No aspecto individual, o jogo ainda pode ser decisivo para atletas que disputam a artilharia da Copa do Mundo ou buscam encerrar o torneio com boas atuações. Para muitos jogadores, também é a última oportunidade de representar a seleção antes do fim da competição.
Dessa forma, embora o duelo não envolva a conquista do título, seus defensores argumentam que ele mantém importância esportiva, histórica e financeira, além de oferecer às equipes a chance de encerrar a campanha com uma vitória.
Como outras Copas trataram a disputa pelo terceiro lugar
Ao longo da história da Copa do Mundo, a disputa pelo terceiro lugar produziu cenários distintos. Em algumas edições, o confronto foi encarado como uma oportunidade de encerrar a campanha de forma positiva. Em outras, ficou marcado pelo abatimento das equipes eliminadas nas semifinais.
Um dos casos mais lembrados ocorreu na Copa do Mundo de 2014. Após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, o Brasil voltou a campo poucos dias depois e foi superado pela Holanda por 3 a 0 na disputa pelo terceiro lugar. Na época, o desempenho da seleção brasileira foi amplamente associado ao impacto emocional causado pela eliminação, alimentando as críticas sobre a necessidade de manter esse tipo de partida.
Por outro lado, também houve edições em que o duelo teve grande importância para seleções em busca de um resultado histórico. Para países sem tradição de títulos mundiais, terminar a competição na terceira colocação representa um marco relevante e uma conquista valorizada por jogadores, torcedores e federações.
Esse contraste ajuda a explicar por que o debate permanece atual. Enquanto parte do futebol considera a partida um compromisso dispensável após a eliminação nas semifinais, outros defendem sua permanência por seu valor esportivo, histórico e simbólico.
A visão de jogadores e comissões técnicas

Entre jogadores e integrantes das comissões técnicas, a disputa pelo terceiro lugar costuma dividir opiniões. Embora muitos reconheçam a frustração de ficar fora da final, há quem defenda a importância de encerrar a campanha com uma vitória e uma boa colocação.
Na entrevista antes do confronto entre Inglaterra e França, o técnico inglês Thomas Tuchel admitiu que o principal objetivo de qualquer seleção é disputar a decisão do Mundial. Por isso, reconheceu que a partida pelo terceiro lugar não desperta o mesmo entusiasmo de uma final. Ainda assim, garantiu que a Inglaterra entrará em campo com seriedade, apesar do desgaste físico e do menor tempo de recuperação em relação ao adversário.
Pela França, Didier Deschamps adotou um discurso diferente. Em seu último jogo à frente da seleção francesa, o treinador ressaltou que a equipe tem o compromisso de representar o país da melhor forma possível até o fim da competição. Para ele, conquistar a terceira colocação é uma maneira de valorizar a campanha e retribuir o apoio recebido dos torcedores.
As declarações dos dois treinadores mostram que não existe consenso sobre a importância da disputa pelo terceiro lugar. Enquanto alguns enxergam a partida como um compromisso de pouca relevância após a eliminação nas semifinais, outros consideram que ela ainda possui valor esportivo e simbólico para as seleções envolvidas.
O que diz a FIFA
Até o momento, a FIFA não comentou publicamente as críticas feitas por Alan Shearer à disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A entidade também não indicou que pretende alterar o formato da competição ou retirar a partida do calendário das próximas edições do torneio.
Qualquer mudança nesse modelo dependeria de uma decisão oficial da FIFA, após discussão com seus órgãos responsáveis e as federações filiadas. Até a publicação desta reportagem, não há propostas anunciadas ou debates formais sobre o fim da disputa pelo terceiro lugar.
Curiosidades sobre a disputa pelo terceiro lugar
- A disputa pelo terceiro lugar faz parte da Copa do Mundo desde a edição de 1934, realizada na Itália. Desde então, esteve presente em praticamente todas as edições do torneio.
- A partida define oficialmente o terceiro e o quarto colocados da competição, influenciando o registro histórico da Copa e a distribuição da premiação da FIFA.
- Ao longo da história, o confronto já reuniu algumas das maiores seleções do futebol mundial, como Brasil, Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Argentina e Croácia.
- O Brasil disputou a partida pelo terceiro lugar em duas oportunidades: foi derrotado pela Polônia em 1974 e pela Holanda em 2014.
- Embora não decida o título mundial, o jogo costuma atrair grande audiência e mobilizar torcedores, principalmente quando envolve seleções tradicionais ou campanhas históricas.
Conclusão
As declarações de Alan Shearer voltaram a colocar em evidência um debate recorrente sobre a permanência da disputa pelo terceiro lugar na Copa do Mundo. De um lado, críticos apontam o desgaste físico e emocional das seleções eliminadas nas semifinais e questionam a relevância esportiva do confronto. Do outro, há quem defenda a partida por seu valor histórico, pela definição oficial da classificação final e pela premiação destinada às equipes.
Sem qualquer indicação de mudança por parte da FIFA, a disputa pelo terceiro lugar segue como parte do formato da Copa do Mundo. Enquanto isso, opiniões divergentes entre ex-jogadores, treinadores e especialistas mostram que o tema continua longe de um consenso e deve permanecer em discussão nas próximas edições do torneio.
Perguntas frequentes
O que Alan Shearer disse sobre a disputa pelo terceiro lugar?
Alan Shearer afirmou que a disputa pelo terceiro lugar perdeu a relevância esportiva e defendeu que a FIFA retire a partida do calendário da Copa do Mundo. O ex-atacante também questionou o desgaste imposto aos atletas, especialmente após as semifinais, e criticou a realização do confronto em condições de calor intenso.
Por que a Copa do Mundo tem disputa pelo terceiro lugar?
A partida integra o formato da Copa do Mundo desde a edição de 1934. Seu objetivo é definir oficialmente o terceiro e o quarto colocados da competição, além de influenciar a premiação distribuída pela FIFA. Embora o confronto tenha importância histórica e esportiva, críticos também apontam o interesse comercial como um dos fatores para sua permanência.
Qual é a opinião dos técnicos das seleções envolvidas em 2026?
Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, reconheceu que a disputa pelo terceiro lugar não desperta o mesmo entusiasmo de uma final, mas garantiu que sua equipe entrará em campo com profissionalismo. Já Didier Deschamps, da França, afirmou que conquistar a terceira colocação é importante para valorizar a campanha da seleção e respeitar os torcedores.
A FIFA pretende acabar com a disputa pelo terceiro lugar?
Até o momento, a FIFA não anunciou qualquer mudança no formato da Copa do Mundo nem comentou oficialmente as críticas feitas por Alan Shearer. Assim, a disputa pelo terceiro lugar continua prevista no regulamento da competição.
Desde quando existe a disputa pelo terceiro lugar?
A partida é realizada desde a Copa do Mundo de 1934, na Itália. Desde então, passou a integrar praticamente todas as edições do torneio e faz parte da classificação oficial da competição.
